Trump diz que teve “boas conversas” com Putin e Zelensky no G7, em meio a falas sobre encerrar guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 17, que teve “boas conversas” com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele falou a repórteres durante a reunião do Grupo dos Sete (G7) na França.

Falhas e prazos do G7 na França colocam conversas entre EUA, Rússia e Ucrânia em evidência

A declaração de Trump aconteceu na cúpula do G7, na França, onde líderes discutem temas como a guerra no leste europeu.

Enquanto isso, Zelensky se reuniu com Trump à margem do encontro, tentando convencer o presidente americano de que as perspectivas de Kiev melhoraram.

Trump não crava detalhes sobre conversa com Putin e evita confirmar sanções à Rússia

Trump não deixou claro quando ocorreu a “conversa positiva” com Putin, mas uma ligação entre os líderes aconteceu no domingo, 14, quando o presidente russo telefonou ao republicano para parabenizá-lo pelo 80º aniversário.

Questionado sobre se Putin tem a maior responsabilidade pela guerra, Trump evitou se posicionar. “Não quero comentar sobre isso porque estou tentando resolver a situação, e isso não facilita”, disse. Ele também evitou confirmar sanções à Rússia, dizendo que isso está “sendo analisado”.

Na terça-feira, 16, Washington não renovou a isenção das sanções ao petróleo russo, medida que havia sido criada por causa da guerra no Oriente Médio.

Zelensky levou imagens da guerra e Trump fala em considerar mísseis dos EUA na Europa

Durante a reunião, que contou com participação do presidente francês Emmanuel Macron, Zelensky apresentou imagens dos ataques e dos incêndios e falou da atuação dos homens ucranianos no Mosteiro de Kiev-Pechersk.

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, afirmou que Washington passou a adotar uma abordagem vista pelos outros integrantes do G7 como mais próxima da realidade do conflito. Nesta quarta-feira, Trump disse que irá levar em consideração o desejo ucraniano de construir mísseis dos EUA na Europa. “Eles gostariam de poder fazer isso. Vamos dar uma olhada”, afirmou.

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