Donald Trump disse nesta quarta-feira, 24, que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio nem taxas para navios comerciais passarem pelo Estreito de Ormuz. A declaração ganha força depois de o Irã e o Omã falarem em uma futura administração conjunta da passagem.
Trump fala em ausência de pedágio após negociação e atritos sobre Ormuz
Trump publicou que o Irã avisou os EUA que não haverá cobranças de pedágio, custos de seguro ou outras taxas para navios que navegam pelo Estreito de HORMUZ.
Ele citou a possibilidade de encerrar negociações caso essa informação seja falsa.
Irã limita travessias e cita acordo com Omã para custos na administração do estreito
Os governos do Irã e dos EUA encerraram uma primeira rodada de negociações na Suíça na segunda-feira, sem grandes avanços.
Na terça-feira, Teerã afirmou que apenas um número limitado de embarcações terá autorização para cruzar diariamente o Estreito, com quantidade que deve variar de acordo com as condições na região.
Ao mesmo tempo, o governo iraniano disse que vai estudar, junto de Omã, uma futura administração conjunta da passagem marítima. Segundo o relato, essa administração incluiria cobrança de custos por serviços prestados.
Trânsito seguiu na segunda, mas voltar ao padrão antes da guerra tem obstáculos
Apesar das disputas, pelo menos 35 navios com carga atravessaram a passagem na segunda-feira, número descrito como recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, com base em dados da plataforma Kpler.
O texto também cita que o retorno ao nível de antes do conflito enfrenta obstáculos como remoção de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica, que levaria no mínimo 40 dias, além de prêmios de seguro contra riscos de guerra. Outro ponto mencionado é o congestionamento portuário, com mais de 1.500 embarcações represadas, volume que levaria de três a cinco meses para ser processado nos centros de transbordo seguintes.
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