Irã volta a atingir navios perto do Estreito de Ormuz mesmo com acordo com EUA

O Irã voltou a atacar navios perto do Estreito de Ormuz, mesmo com um acordo com os Estados Unidos para reabrir a rota marítima. O estreito concentra 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.

Ormuz volta ao centro das tensões após disparos e incêndio em navio

A UKMTO, empresa britânica de rastreamento marítimo, informou nesta terça-feira, 7, que um petroleiro foi atingido na véspera. O caso aconteceu próximo a Omã e a explosão provocou um incêndio.

A organização disse que não houve relatos de vítimas. Outros relatos envolvem disparos contra navios comerciais e uma tentativa de transitar pelo estreito.

UKMTO aponta projétil desconhecido; Fars e Axios citam ataques atribuídos ao Irã

A UKMTO declarou que o petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido perto de Omã e que a explosão gerou incêndio. A empresa não citou vítimas no comunicado.

O jornal americano The Wall Street Journal informou que a Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra dois navios comerciais. O Axios também publicou a informação com base em fontes do governo americano.

A agência estatal iraniana Fars afirmou, com base em fontes não identificadas, que um petroleiro do Catar foi atacado ao tentar passar pelo Estreito de Ormuz após ignorar repetidos avisos.

Negociações travadas por funerais e alerta sobre passagem segura por Ormuz

O ataque aconteceu horas antes do presidente americano Donald Trump chegar a uma cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, onde a navegação pelo estreito vai entrar nas pautas. No mesmo período, o Irã realizou ritos fúnebres para enterrar seu falecido líder supremo Ali Khamenei.

Teerã suspendeu as negociações com Washington durante os funerais. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores iraniano, disse no X que as negociações não começarão se as ameaças americanas continuarem.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.