Marine Le Pen ganhou uma nova chance de concorrer à Presidência da França pela quarta vez após uma decisão da justiça. A regra é que ela use tornozeleira, e a política diz que a restrição pode cair até a campanha presidencial.
Decisão abre nova rota para Marine Le Pen disputar a eleição na França
A decisão da justiça cria uma janela de oportunidade para a líder da direita. Com isso, Marine pode manter o plano de não passar a missão adiante para Jordan Bardella.
O caso também entra num cenário em que esquerda, centro e a direita tradicional tentaram impedir uma vitória da Frente Nacional, rebatizada de Reagrupamento Nacional. O texto cita o governo de Emmanuel Macron e a imigração como fatores ligados a esse avanço.
Pena por peculato é reduzida: de 5 anos para 45 meses, com impacto na candidatura
Marine Le Pen responde a um processo em que é acusada de desvio de fundos, ou peculato, no exercício do mandato como deputada no Parlamento Europeu. O texto diz que ela teria usado verbas desse mandato para sua atividade como líder política.
No recurso julgado ontem, a pena caiu de cinco anos para 45 meses. A decisão também vem com exigência de tornozeleira durante a campanha, algo que Marine afirma considerar incompatível com a mobilidade de um candidato presidencial.
Campanha de abril e disputa entre Marine Le Pen e Jordan Bardella
O texto aponta que os 45 meses coincidiriam com a candidatura à eleição presidencial de abril do próximo ano. Ele também informa que pesquisas dão mais pontos ao jovem Jordan Bardella, ligado a Marine e descrito como mais qualificado para “tomar as decisões certas” e “entender os problemas cotidianos dos franceses”.
Nas condições citadas, os dois iriam ao segundo turno, mas ambos perderiam se o adversário fosse o ex-primeiro-ministro Edouard Philippe. Marine já antecipou que Jordan Bardella seria primeiro-ministro se ela fosse eleita presidente.
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