O 1º semestre de 2026 registrou o pior desempenho da indústria de transformação paulista na série histórica, segundo balanço da Fiesp. O levantamento aponta expectativa de queda de quase 5% nas vendas até o fim de 2026.
Pior semestre da indústria paulista na série histórica e impacto nas expectativas
A Fiesp divulgou o estudo “Rumos da Indústria Paulista”. O documento traz um retrato negativo do ritmo do setor já nos primeiros seis meses de 2026.
Na pesquisa, 54% dos empresários disseram que os primeiros seis meses de 2026 foram piores do que o mesmo período de 2025. Para o restante do ano, metade dos participantes (49,9%) prevê que o acumulado das vendas em 2026 ficará abaixo do total negociado em 2025.
Queda prevista de quase 5% nas vendas e contraste com a média nacional
A Fiesp projeta uma queda de quase 5% nas vendas do setor até o fim de 2026. Ao comparar com o país, a entidade diz que a média nacional deve chegar a uma alta de 1,4% na produção industrial de transformação.
O balanço também lista fatores que travam o crescimento em São Paulo. Entre eles estão a carga tributária, citada por 67,7% das empresas, e o encarecimento das matérias-primas, apontado por 59,1% dos entrevistados.
Tributos, matérias-primas e demanda interna puxam baixo; contratações ficam mais fracas
O estudo cita ainda a falta de mão de obra qualificada, indicada por 54,3% dos respondentes, e o recuo na demanda interna de consumo, que afeta diretamente 54% dos industriais paulistas.
Para o segundo semestre de 2026, 36,5% das indústrias se dizem pessimistas, 43% se declaram neutras e apenas 20,5% mostram algum otimismo. A pesquisa ouviu 337 indústrias de transformação em São Paulo entre 8 e 30 de junho de 2026.
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