Moradores de Havana foram às ruas na noite de terça-feira, 7, durante mais um apagão de grandes proporções em Cuba. Eles bateram panelas, buzinam e gritaram “acendam as luzes” enquanto o governo tentava recuperar o fornecimento de energia.
Terceiro apagão nacional do ano provoca manifestações em bairros de Havana
O colapso da rede elétrica desta semana foi o terceiro apagão nacional registrado em Cuba só em 2026. O país já tinha vivido outros dois apagões nacionais neste ano.
O governo informou que parte do sistema já voltou a operar, mas milhões de cubanos seguiram com interrupções prolongadas de energia.
Protestos marcam noite de cortes; internet e policiamento entram na disputa
As manifestações foram registradas em Jaimanitas, Guanabacoa, Centro Habana, Alamar e Arroyo Arenas. Em meio aos panelaços e buzinas, moradores também bloquearam ruas com lixo incendiado e gritaram “Liberdade” e “Abaixo a ditadura”.
Em alguns locais, a energia voltou logo após o início dos protestos e parte dos manifestantes voltou para casa. Em outras regiões, os apagões seguiram durante toda a noite.
A imprensa ligada à oposição e organizações de direitos humanos relataram prisões, reforço do policiamento e interrupções localizadas da internet. Esses grupos disseram que o governo usa esse tipo de corte para dificultar a mobilização.
UNE diz que reconectou sistema entre regiões; crise já dura dias em parte da ilha
A Unión Eléctrica (UNE) informou que restabeleceu a conexão do sistema entre Pinar del Río e Holguín. As autoridades disseram que Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, continuava sem energia.
O governo de Miguel Díaz-Canel liga o agravamento das falhas às sanções dos Estados Unidos, citando restrições a combustível e medidas econômicas impostas por Donald Trump. Em paralelo, os Estados Unidos dizem que a crise vem da gestão do governo cubano e o embaixador Michael Waltz declarou: “Mudem seus hábitos e reacendam a luz para o seu povo”.
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