Câmara aprova projeto que tira tarifa mínima de água e esgoto e cria parcela fixa e variável

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1845/25 que acaba com a cobrança de tarifa mínima em água e esgotamento sanitário. A proposta muda a forma de cobrar e agora segue para análise do Senado.

Tarifa deixa de ter “mínimo” e passa a ter valor fixo e parte ligada ao consumo

O texto define que a cobrança vai ter uma tarifa básica fixa. Esse valor deve cobrir os custos de disponibilidade do serviço.

A cobrança também vai incluir uma parcela variável. Ela será calculada conforme o consumo efetivo de cada usuário.

Quem propôs, como a Câmara decidiu e o que o relator citou sobre impactos

O projeto é de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A aprovação aconteceu na forma do substitutivo do relator, deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Kataguiri disse que a tarifa mínima atual funciona com uma lógica de volume presumido. Ele afirmou que essa cobrança pode penalizar quem consome pouco e pode estimular desperdício.

O substitutivo também prevê estudo de impacto socioeconômico antes de mudar a estrutura tarifária. Ele prevê planos de transição aprovados pelo órgão regulador para manter o equilíbrio dos contratos.

Transição de 4 anos, regras para condomínios e prazo para entrar em vigor

A proposta prevê transição de quatro anos para adequar contratos e outros instrumentos às novas regras. Nesse período, as entidades reguladoras devem aprovar planos de adaptação e a estrutura tarifária atual fica prorrogada automaticamente.

O texto cita que a lei deve entrar em vigor após 180 dias da data da publicação da norma. Em condomínios residenciais ou comerciais, a tarifa fixa será cobrada de cada unidade mesmo com hidrômetro único.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.