O presidente do TSE, Nunes Marques, propôs criar um “selo” para premiar institutos de pesquisa cujos levantamentos fiquem mais próximos do resultado das urnas. A proposta gerou críticas na reunião desta terça-feira, 14.
Nunes Marques tenta aproximar o TSE e entra em rota de atrito com institutos
Nunes Marques se encontrou na manhã desta terça-feira, 14, com representantes dos institutos de pesquisa e apresentou a ideia por meio de uma minuta.
O encontro aconteceu com um clima já negativo no setor. Isso ganhou força depois de uma liminar que suspendeu a circulação da pesquisa AtlasIntel, envolvendo áudio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro.
Reunião discute ‘Selo Acurácia Eleitoral’ e prazo para respostas até sexta, 17
A proposta citada na reunião prevê o “Selo Acurácia Eleitoral”, distribuído a cada quatro anos, após o segundo turno das eleições federais. O objetivo é premiar institutos que apresentarem levantamentos mais próximos do resultado apontado pelas urnas.
O selo seria “honorífico”. A ideia não significa que a Justiça Eleitoral aprove a metodologia dos institutos, nem que eles fiquem protegidos de ações ou questionamentos judiciais.
Durante a reunião, cada instituto fala por alguns minutos. Nunes Marques terá depois o texto para análise dos pares, com envio de considerações até sexta-feira, 17.
Entidades criticam incentivo e avaliam risco para rigor metodológico
A Associação Brasileiras das Empresas de Pesquisa (Abep) divulgou nota pública criticando a proposta. O trecho afirma que a iniciativa cria um incentivo “perverso” e levanta a dúvida sobre como o TSE vai diferenciar informação científica de cópia ou ajuste para acompanhar o consenso.
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