Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, criticou a pressão dos Estados Unidos sobre o combate às facções criminosas e defendeu que o Brasil desenvolva capacidade nuclear no longo prazo. As declarações foram dadas durante sabatina no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.
Debate na sabatina liga cobrança dos EUA a uma ideia de soberania
Renan Santos disse que conecta a crítica americana ao tema da soberania brasileira.
Na entrevista, ele declarou que vê “com muita, muita, muita preocupação” a atuação dos Estados Unidos no assunto.
Trump cita PCC e Comando Vermelho e Renan rebate com “não muita moral”
As falas de Renan ocorreram depois de Donald Trump enviar um documento ao Congresso americano com novas críticas ao governo brasileiro.
Trump afirmou que o Brasil falhou no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), descritos por ele como organizações designadas como terroristas internacionais.
Renan disse defender uma política dura contra o crime organizado e a extinção das facções, mas rejeitou a ideia de os Estados Unidos projetarem seu poder sobre a América Latina a partir do tema. Ele também questionou a autoridade americana, dizendo que os Estados Unidos são o maior mercado consumidor de drogas do mundo e que os americanos teriam “não muita moral para falar” sobre o combate ao tráfico no Brasil.
Plano contra facções inclui fronteiras, finanças e acordos internacionais
Renan apresentou uma estratégia nacional para enfrentar o crime organizado, afirmando que operações pontuais não seriam suficientes para desarticular PCC e Comando Vermelho.
Ele citou controle das fronteiras, combate à movimentação financeira das facções, atuação nos portos e acordos de cooperação com outros países. Ele também mencionou a participação coordenada do governo federal, Polícia Federal, Forças Armadas, governos estaduais e estruturas de inteligência.
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