O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou mais um pedido de investigação sobre as viagens internacionais da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. O cientista político Márcio Coimbra disse que o tema ainda pode seguir forte na disputa eleitoral.
Arquivamento no TCU não encerra a disputa política sobre viagens de Janja
Coimbra falou no programa Ponto de Vista.
Ele afirmou que, mesmo com o tribunal não identificando irregularidades, a oposição tende a usar os gastos e deslocamentos de Janja em campanha presidencial.
TCU arquivou apuração de viagem a Nova York e citou ausência de ilegalidade
Segundo a nota da coluna Radar, o TCU arquivou um pedido ligado a uma viagem de Janja a Nova York. A viagem ocorreu durante agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado.
O tribunal entendeu que a controvérsia já tinha sido analisada antes. O TCU concluiu que não havia ilegalidade nas viagens da primeira-dama.
Janja respondeu às críticas dizendo que tem um papel ativo em agendas diplomáticas e sociais. Ela também classificou parte dos comentários negativos como misoginia.
Oposição tenta ligar viagens a gastos públicos e moralidade na campanha
Coimbra disse que a discussão tende a ficar no campo político, mesmo com a parte jurídica encerrada pelo TCU. Ele citou questionamento sobre a moralidade dos movimentos de Janja por parte do eleitorado.
O cientista político afirmou que a oposição pode explorar as viagens como vulnerabilidade na campanha de Lula. Ele disse que a campanha do PL deve associar o tema a contenção de gastos públicos e equilíbrio fiscal, contrapondo despesas com viagens ao cenário econômico.
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