Protestos tomaram a cidade italiana de Bolonha na noite de segunda-feira 20 e viraram confrontos com agentes de segurança. Os atos começaram depois da morte, no dia anterior, de Abderrahim Fakir, um homem de origem marroquina, nas mãos da polícia da Itália.
Bolonha vira palco de protestos após vídeo de abordagem com spray de pimenta
Familiares e grupos contrários à atuação policial citam um vídeo que circulou nas redes sociais. Nas imagens, aparecem policiais sobre as pernas e o tronco de Fakir enquanto socorristas observam a cena.
O caso reacende uma comparação com o assassinato de George Floyd, em 2020, nos Estados Unidos. Em Bolonha, manifestantes ocuparam ruas e reagiram ao que consideram abuso policial.
Abderrahim Fakir, 42 anos, morreu após abordagem descrita como “surto psiquiátrico”
No domingo 19, Abderrahim Fakir, 42 anos, foi abordado pelas autoridades por um quadro descrito na versão oficial como “surto psiquiátrico”. Os policiais disseram que tentaram acalmar Fakir e ligaram para os serviços de emergência.
Segundo a descrição do episódio, depois os agentes usaram spray de pimenta e imobilizaram Fakir enquanto tentavam algemá-lo. Um vídeo divulgado na mídia italiana mostra Fakir gritando “aiuto, aiuto, basta”.
Ministério Público pediu imagens de câmeras corporais e polícia foi alvo de ataques
O Ministério Público abriu uma investigação e solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais. Na manifestação, agentes reagiram com gás lacrimogêneo e jatos d’água.
Ministros e representantes políticos ligados ao governo rebateram as cobranças. Matteo Piantedosi, Matteo Salvini e Tommaso Foti defenderam a polícia, enquanto Ilaria Cucchi disse sentir “repugnância” pela “solidariedade e pelos agradecimentos” dirigidos aos agentes.
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