Valdemar Costa Neto, do PL, volta a polemizar ao falar de Flávio Bolsonaro em entrevista

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, disse à CNN Brasil que Flávio Bolsonaro não estava preparado para disputar a Presidência e que o projeto vem sendo ajustado agora. A fala acontece enquanto o líder do partido acumula declarações que provocam desgaste com aliados e reações políticas.

Do comando do PL aos “sincericídios” em entrevistas

Valdemar da Costa Neto lidera o PL, partido que abriga o bolsonarismo. Além disso, ele já esteve na base de governos ligados ao PT e já atuou como ministro dos Transportes de Dilma Rousseff.

Nas entrevistas à imprensa, ele costuma falar sem amarras e, segundo o texto, faz declarações que viram “sincericídios”. Essas falas geram problemas no campo político do qual ele faz parte.

Entrevistas, disputas e falas que renderam repercussão

Nesta terça-feira, 21, Valdemar falou que Flávio Bolsonaro não tinha estrutura para ser candidato e que agora o partido consegue “andar” o assunto da aliança com outros partidos. Ele disse: “O Flávio não estava preparado para ser candidato, então ele foi escolhido pelo [Jair] Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura, um trabalho, antes para ser candidato à Presidência da República”.

Antes disso, Valdemar criou confusão ao dizer que tinha uma “cota” para direcionar emendas parlamentares, mesmo sem ser deputado ou senador, e que presidentes de partidos faziam o mesmo. O ministro Flávio Dino, relator de investigação no STF sobre emendas, pediu que 21 dirigentes partidários se manifestassem, e o próprio PL teve que modular a declaração ao Supremo.

Em janeiro, em entrevista à VEJA, Valdemar afirmou que Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas precisam estar na linha de frente da candidatura de Flávio. Em meio ao escândalo envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, o texto registra que Valdemar disse que o presidenciável visitou Vorcaro para tentar conseguir o restante do dinheiro. O PT usou o vídeo para classificar a fala como “sincericídio”.

6X1, 8 de Janeiro e o que pode afetar o debate eleitoral

Em setembro de 2025, no Rocas Festival, em Itu (SP), Valdemar disse que houve planejamento de golpe, mas que nunca se concretizou, e criticou a forma como o STF chama os fatos do 8 de Janeiro. Depois, ele negou que tivesse dito a frase e tentou explicar o sentido da fala.

Em maio, em entrevista à Jovem Pan, o texto cita que Valdemar afirmou que, se o projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6X1 não for aprovado no Congresso Nacional, a eleição já estaria perdida para Flávio. Ele disse: “Se nós não aprovarmos o 6×1, Lula ganha eleição, e, no ano que vem, ele vai fazer 4X1 e afundar o país”.

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