Startup Terradot usa pó de rocha para remover CO₂ e mira mercado de créditos

A startup brasileira Terradot quer remover carbono da atmosfera usando pó de rocha e diz que o processo pode ser permanente. A empresa opera no Brasil e expandiu sua atuação para os Estados Unidos.

Como a Terradot transforma basalto moído em captura permanente de carbono

A Terradot aposta no intemperismo acelerado de rocha para acelerar um ciclo natural. A empresa diz que o objetivo é comprimir a remoção de carbono para o tempo de uma safra agrícola e provar a captura com pesquisa.

A companhia afirma que busca uma solução permanente. Ela compara o tema com o problema de soluções que perdem o estoque de carbono por causa de incêndio, seca ou mudança de uso do solo.

Terradot explica operação, ciência do pó e integração com mineração e campo

A Terradot tem quatro anos de existência. A empresa opera comercialmente em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ela mantém projetos de pesquisa e desenvolvimento no Maranhão e no Rio Grande do Sul e comprou uma concorrente americana para atuar nos Estados Unidos.

A tecnologia envolve rochas silicatadas, com destaque para basaltos. A empresa descreve que o material moído em granulometria fina é aplicado ao solo e interage com água, liberando cátions. Ela afirma que o carbono capturado vira bicarbonato e segue até os oceanos, o que dá caráter permanente ao processo.

No modelo de negócio, pedreiras e mineradoras fornecem a rocha. Produtores rurais recebem o pó de rocha sem pagar pelo insumo e cedem direitos de amostragem e monitoramento para gerar e certificar créditos. A Terradot vende os créditos para empresas compradoras, citando corporações de tecnologia como Microsoft e Google.

Protocolo de monitoramento dura até cinco anos e inclui amostras de solo e plantas

A Terradot diz que precisa comprovar a captura para gerar crédito de carbono. O protocolo de monitoramento usa caracterização do baseline antes da aplicação e amostragens por até cinco anos após a aplicação.

A empresa também coleta amostras de plantas. Ela afirma que parte dos cátions liberados pode ser absorvida pela cultura e precisa entrar no cálculo para evitar superestimativas.

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