Cristina Kirchner leva caso à ONU para revisar condenação por corrupção

Cristina Kirchner disse nesta quarta-feira, 29, que levou o próprio caso ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para revisar a condenação por corrupção. Ela afirmou que o processo teve irregularidades e buscou impedir sua participação em eleições futuras.

Cristina Kirchner pede revisão à ONU após condenação na Argentina

Na carta aberta “O custo democrático da politização da Justiça”, Kirchner disse que decisões da Justiça argentina contra ela colocam direitos humanos em risco. Ela também citou a ideia de “proscripção perpétua”.

Ela declarou que a privação da liberdade por seis anos seria apenas uma pena acessória. Kirchner disse que o objetivo seria impedir que parte do povo argentino volte a escolher livremente o projeto que ela representa.

Advogado diz que garantias de defesa foram violadas e cita machismo no sistema judicial

Kirchner também se disse vítima de “um machismo estrutural que ainda subsiste em setores do sistema judicial argentino”.

Durante coletiva de imprensa em Buenos Aires, o advogado Carlos Beraldi disse que as garantias de defesa de Kirchner foram violadas ao longo do julgamento.

De 73 anos, ela cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires. Ela foi condenada em 2025 a seis anos de prisão e à inelegibilidade perpétua para exercer cargos públicos por fraude na contratação de obras públicas durante seu mandato.

Justiça argentina avisou sobre risco de revogar prisão domiciliar

No mês passado, a Justiça da Argentina emitiu uma advertência formal à ex-presidente. O tribunal alertou que pode revogar a prisão domiciliar se ela violar as condições estabelecidas para “perturbar a tranquilidade da vizinhança” após centenas de pessoas se reunirem em frente à sua casa sob o lema “Cristina livre”.

O caso na ONU pode render recomendações pedindo medidas de reparação ao Estado, se o comitê concluir que houve violações de direitos.

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