Um ataque da Ucrânia contra um navio comercial do Irã no Mar Cáspio aumentou a tensão entre os dois países e reacendeu dúvidas sobre a chance de conflitos no Oriente Médio e no Leste Europeu virarem um único conflito.
O debate ganhou força com a guerra na Ucrânia, que caminha para seu quinto ano, e a escalada militar no Oriente Médio após os ataques do Hamas contra Israel, que atingiram a Faixa de Gaza.
Conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio puxam o debate sobre “guerra mundial”
Especialistas voltaram a discutir se a soma de conflitos regionais pode formar um quadro de guerra maior, com impacto direto nas potências envolvidas.
Pesquisas citadas na reportagem indicam que a maior parte dos cidadãos no Reino Unido, Estados Unidos, França e Canadá acredita que a Terceira Guerra Mundial é provável nos próximos cinco a dez anos.
Ucrânia, Irã, Rússia e Israel entram no centro das divergências entre acadêmicos
Uma das teses citadas defende que a Terceira Guerra Mundial já estaria em curso por causa da interconexão entre frentes como Ucrânia e Irã, com participação cruzada de Estados Unidos, Rússia e Israel.
A reportagem menciona que 30 mil soldados norte-coreanos estão a caminho da linha de frente russa e que drones Shahed, fabricados no Irã, caem sobre Kiev há meses.
Outra linha do debate coloca a invasão russa de 2022 como marco inicial e cita guerra híbrida, com desinformação, ataques cibernéticos e sabotagens.
Parte dos pesquisadores diz que China e dissuasão nuclear mantêm guerra “mundial” distante
Do outro lado, acadêmicos como Jasen Castillo e John Schuessler defendem que um conflito só seria “mundial” com confronto direto entre grandes potências em múltiplas regiões geográficas.
Eles destacam que a peça que falta seria a China, e apontam que armas nucleares e a doutrina MAD (Destruição Mútua Assegurada) ainda funcionam como freio contra uma guerra total.
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