França reforça fronteira e Itália estuda suspender Schengen após chegada em massa a Ceuta

Cerca de 60 mil imigrantes do Marrocos chegaram a nado ao enclave espanhol de Ceuta nas últimas 24 horas. Com isso, a França e a Itália anunciaram medidas na fronteira e levantaram a possibilidade de mexer no acordo de Schengen.

Crise em Ceuta acende alerta na Europa sobre controle de fronteiras

Depois das travessias, países europeus ameaçaram fechar fronteiras com a Espanha. A situação também ganhou repercussão na União Europeia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que “as imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”. Ela citou regras, travessias perigosas e a necessidade de desmontar redes de contrabando de pessoas.

França fala em reforçar controles e Itália discute suspender Schengen

A França afirmou que enviaria reforços para segurança de suas divisas. O governo de extrema direita da Itália disse que estuda suspender o acordo de Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre nações da União Europeia.

Segundo o Ministério do Interior espanhol, cerca de 25 mil teriam retornado de Ceuta para o Marrocos nesta sexta. A Europa já em contato com Madri e com o governo do Marrocos para buscar “resultados concretos”.

O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, disse que pediu reforço imediato de controles na fronteira franco-espanhola. Ele também mencionou a Força de Intervenção Rápida de Fronteira para verificações aprofundadas.

Declarações na UE seguem com regras do acordo em disputa

A Itália voltou a explicar sua posição. O chanceler italiano disse que defendia suspensão de Schengen na fronteira Itália-Espanha, e não exclusão total da Espanha do acordo.

Josep Borrell Fontelles, ex-chefe de política externa do bloco, rejeitou os apelos para revisar Schengen. Ele afirmou que “Nenhum Estado-membro pode suspender unilateralmente a participação de outro” no acordo.

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