Maioria da UE pede reunião urgente sobre migrantes em Ceuta

Uma maioria de países da UE pediu negociações em caráter de urgência sobre a chegada repentina de dezenas de milhares de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta. A cobrança parte de uma carta aberta assinada por líderes de 22 dos 27 membros do bloco.

Carta assinada por 22 países cobra reunião urgente para barrar novas travessias

Os líderes pediram que os ministros do Interior façam uma reunião por videoconferência “em caráter de urgência”. O objetivo é montar uma resposta coordenada e rápida.

O texto diz que o bloco quer “impedir novas travessias descontroladas”. A carta também afirma que a UE tem o “dever de dissuadir efetivamente e combater implacavelmente a migração ilegal”.

Giorgia Meloni e Mette Frederiksen lideram o pedido; França e Portugal não assinam

A carta foi iniciada pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. O texto cita que a Itália suspendeu temporariamente as regras da área de Schengen com a Espanha.

O documento também foi iniciado pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen. Ela disse na sexta-feira que a UE deveria considerar a suspensão da cooperação de Schengen com a Espanha.

Entre os signatários estão Friedrich Merz, Mette Frederiksen, além de primeiros-ministros da Hungria, Suécia e Polônia. A carta não teve assinatura de líderes da França e de Portugal, países que fazem fronteira direta com a Espanha.

Frontex e cooperação com Marrocos entram na pauta após normalização em Ceuta

O texto sugere que os ministros considerem “um apoio reforçado da Frontex”. A carta também cita a “eficácia da cooperação da UE com o Marrocos”.

O Ministério do Interior da Espanha informou no sábado que quase todos os 60.000 migrantes que cruzaram a fronteira desde quarta-feira já haviam partido. A pasta disse que a situação em Ceuta estava praticamente normalizada.

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