Donald Trump teria brigado com o secretário de Defesa Pete Hegseth por causa de uma suposta escassez crítica de munições durante a guerra no Irã, segundo o Washington Post. O jornal diz que o episódio aconteceu numa reunião de gabinete em 31 de julho e envolve mudanças nas opções militares dos EUA.
Briga na Casa Branca cresce com a guerra no Irã e pode travar opções militares
O Washington Post relata que a frustração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o andamento da guerra no Irã virou um bate boca com Pete Hegseth.
De acordo com as fontes citadas pelo jornal, a falta de munições ameaça limitar as opções militares contra Teerã.
Reunião em 31 de julho: Trump questiona Hegseth e Casa Branca chama de fake news
Segundo o Washington Post, Trump questionou Hegseth sobre os motivos de ter sido induzido ao erro a respeito da escassez crítica de munições.
O secretário de Defesa teria se defendido e colocado a culpa em seu vice, Stephen Feinberg, pela falta de suprimentos e por não garantir que Trump estivesse plenamente informado, segundo duas pessoas a par do assunto.
Em nota ao Washington Post, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “isso é 100% fake news. Literalmente nunca aconteceu”. Antes disso, Trump usou as redes sociais para citar um suposto amplo estoque de munições e ameaçar com penas de prisão quem sugerir o contrário.
Relatos citam uso de quase tudo e dizem que produção pode levar até dois anos
Os relatos trazem que os Estados Unidos usaram “praticamente todos” os ATACMS e os PrSM, sistemas do Exército, nos últimos cinco meses, e que cada míssil desses custa aproximadamente US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões), conforme duas fontes ouvidas pela Reuters.
Também foi citado que, mesmo com novos acordos de produção para munições como os mísseis de defesa aérea Patriot, a produção pode levar até dois anos, sem previsão de alívio imediato para a escassez.
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