Um acordo em negociação entre Irã e Omã para reorganizar a navegação no Estreito de Ormuz, anunciado na quarta-feira, 5, pode dar a Teerã o controle sobre navios que entram no Golfo Pérsico. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
Proposta pode mudar quem manda na principal rota do petróleo
Se a proposta for confirmada, ela pode virar uma das maiores concessões ao regime iraniano desde o início da guerra contra Estados Unidos e Israel. Também pode alterar o equilíbrio de poder na principal rota marítima de transporte de petróleo do mundo.
Até o momento, Washington não comentou oficialmente a proposta.
Texto prevê entrada por águas territoriais iranianas e disputa de pedágios
Segundo fontes iranianas e autoridades regionais ouvidas pela Reuters, o texto em negociação prevê que as embarcações ingressem no Golfo por águas territoriais iranianas. Isso ampliaria a influência de Teerã sobre o tráfego marítimo.
Antes da guerra, a passagem era aberta a embarcações de todos os países, sem cobrança de taxas. Um dos impasses agora envolve o alcance da autoridade iraniana e a eventual cobrança de pedágios.
Uma autoridade iraniana citada pela Reuters diz que Teerã defende tarifas entre 5% e 7% sobre o valor das cargas. Omã propõe uma taxa em torno de 3%, enquanto os Estados Unidos rejeitam qualquer cobrança.
Kazem Gharibabadi diz que já houve “entendimentos fundamentais”
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou à agência estatal IRNA que as negociações com Omã chegaram a “entendimentos fundamentais”. Ele disse que os navios comerciais devem atravessar águas territoriais iranianas tanto na entrada quanto na saída do estreito.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump voltou a dizer que um acordo para a reabertura de Ormuz está próximo e defendeu uma solução negociada. Em Las Vegas, ele afirmou: “Prefiro fazer um acordo porque não quero matar pessoas. Eu não quero matar pessoas, mas, em algum momento, nós vamos”.
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