O governo de Cuba aceitou discutir a construção de um complexo turístico de luxo ligado a Donald Trump, nos EUA, em meio à pior crise de sua história recente. A proposta foi divulgada nesta quinta-feira, 6, pelo jornal árabe The National.
Crise e bloqueio empurram Cuba a negociar investimentos ligados a Trump
Pressionado por uma crise humanitária e econômica, o governo cubano vem tentando atrair capital estrangeiro. A nova movimentação envolve abrir espaço para empresas fora do país e tratar negócios ligados a Trump.
O governo afirma que o problema maior não vem de regras impostas por Havana. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, as travas que pesam são as restrições ligadas às sanções econômicas dos Estados Unidos.
‘Ilha Trump’ em Cayo Santa María: carta de intenções e supervisão estrangeira
A iniciativa prevê transformar um trecho da costa norte de Cuba na “Ilha Trump” (ou Trump Island), que abrigaria um resort de luxo. O projeto fica na ilha de Cayo Santa María.
O plano é capitaneado pelo investidor árabe Ali Bin Haidar, presidente do Grupo Abdulla Ali bin Haidar. Ele disse ao The National que uma carta de intenções para a aquisição do terreno já foi assinada pelas autoridades cubanas.
Haidar afirmou que conversou com o escritório de Trump e que o grupo se mostrou receptivo. Ele também disse que o começo das obras estaria previsto para o final deste ano, com engenheiros e trabalhadores cubanos sob supervisão de especialistas estrangeiros.
Turismo cai e serviços pioram com falta de petróleo após decisões dos EUA
O texto liga o momento de Cuba a um bloqueio imposto em janeiro por Trump nas importações de petróleo. Com a falta de combustível, o país viu o colapso de serviços essenciais como a rede elétrica, o transporte e o abastecimento de comida.
O turismo, apontado como motor econômico da ilha, registrou baixa histórica, com 30.883 visitantes internacionais de janeiro a maio deste ano.
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