Uma multidão de africanos vindos do Marrocos invadiu Ceuta, um território espanhol no Norte da África, e desativou os controles de fronteira. Uma semana depois, a Espanha já deportou a imensa maioria dos 72 000 estrangeiros, e as cenas seguem repercutindo na política europeia.
Imagens de Ceuta ampliam discurso anti-imigração e dividem governos na Europa
As cenas em Ceuta mostraram pessoas rastejando pelas praias, subindo dunas, escalando muros, saltando cercas e avançando sobre a polícia.
Mesmo com a maior parte da multidão já fora do local, o episódio passou a reforçar o discurso anti-imigração em vários países europeus.
Deportação de 72 000 em 1 semana, morte de ao menos 77 e carta com 22 de 27 governos
Segundo a reportagem, o frenesi levou à morte ao menos 77 pessoas e a Espanha deportou a imensa maioria dos 72 000 estrangeiros que chegaram a nado e em barcos ao enclave.
Uma carta conjunta reuniu 22 dos 27 governos da União Europeia para dizer que “Não podemos permitir que travessias em massa descontroladas criem a percepção de que entrar ilegalmente na União Europeia é possível”.
A reportagem também cita que, apesar de ninguém ter ido além de Ceuta, a multidão virou argumento para lideranças denunciarem uma “invasão” da Europa.
Reforço na fronteira e mudança em Schengen após alerta europeu e ações de Sánchez
A França e Portugal enviaram tropas de reforço para a fronteira com a Espanha, enquanto a Comissão Europeia alertou que “as fronteiras espanholas são fronteiras europeias” e pediu mais agentes da Frontex.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez enviou o Exército a Ceuta e mandou instalar uma cerca flutuante de 500 metros no oceano para desestimular novas travessias.
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