Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com a intenção de evitar debates no primeiro turno, e isso acende a desconfiança de parte do eleitorado. Levantamentos indicam que a ausência deliberada deixa “péssima impressão” e muda como as pessoas avaliam os candidatos.
Debate divide opiniões: ajuda a conhecer propostas e também provoca embates
Para seis em cada dez eleitores, debate faz diferença na eleição.
Uma pesquisa da MDA/CNT, feita entre 5 e 9/8, aponta que 39,5% dizem que o debate permite conhecer candidatos e, principalmente, as propostas.
O levantamento também mostra que 21,7% veem o confronto como “boa oportunidade” para acompanhar as reações dos candidatos quando eles são pressionados.
Fuga de debate pesa: 26,5% citam estratégia e 24,1% associam a falta de preparo
Seis em cada dez eleitores desconfiam de quem foge do debate, segundo o texto. Uma parcela de 26,5% supõe que seja “estratégia de campanha”.
Outros 24,1% associam a “fraqueza”, no sentido de que a pessoa “não está preparada(a) para lidar com pressão”. O mesmo levantamento traz ainda 20,4% que afirmam “medo e não sabe lidar com opiniões divergentes” e 17,8% que dizem que o candidato tem “receio de ser exposto a polêmicas”.
O texto também registra que 25,1% admitem deixar de votar em um candidato já escolhido se ele refugar e não comparecer ao confronto.
Quem está decidido e quem ainda escolhe: pesquisa mostra dois blocos do eleitorado
Lula e Flávio Bolsonaro concentram 70% das intenções de votos declaradas por eleitores que já sabem em quem vão votar.
O texto diz que essa fatia do eleitorado controla cerca de 75 milhões de votos, enquanto a maioria que ainda não escolheu tem mais 80 milhões de votos, segundo pesquisa da Quaest/Genial feita no final de julho.
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