O jornal americano The Wall Street Journal informou que uma ala mais radical do regime iraniano colocou em prática um plano secreto para intensificar a guerra com os Estados Unidos. A reportagem cita ações feitas durante pausas intermitentes nos combates, mesmo com negociações diplomáticas em curso.
Jornal diz que Irã usou pausas no conflito para se preparar para um confronto maior
Segundo a apuração do WSJ, o país vem aproveitando pausas intermitentes nos combates desde um memorando de entendimento para um cessar-fogo assinado há dois meses. A meta citada na reportagem é preparar um confronto de maior proporção.
O jornal também afirma que interceptações de comunicações e informações de inteligência indicam uma mudança estratégica de líderes da linha dura. A intenção seria aumentar os custos para os Estados Unidos e seus aliados na região.
Produção de mísseis, controle do Exército e ataques no Estreito de Ormuz aparecem na apuração
O WSJ diz que as ações incluem aumentar a produção de mísseis e atacar navios no Estreito de Ormuz. O jornal relata ainda que a estratégia prevê ampliar o controle sobre o Exército.
A reportagem cita um grupo de autoridades iranianas e árabes que reuniram evidências, com comunicações entre o Irã e milícias aliadas em países como Iêmen e Iraque. O WSJ também aponta a linha dura preparando forças para expandir o conflito e aumentar os custos para os Estados Unidos.
Após acordo provisório com o Irã, linha dura teria atuado para ampliar frentes e operações
De acordo com a publicação, depois que o presidente americano Donald Trump assinou o acordo provisório com o Irã em meados de junho, a ala pragmática buscou um acordo para desescalar o conflito. Ainda assim, a reportagem afirma que a ala linha dura elaborou um plano diferente e trabalhou pelos últimos dois meses para uma batalha maior.
Entre as medidas citadas estão dar à poderosa Guarda Revolucionária maior controle sobre o Exército regular, nomear veteranos para cargos-chave e expandir operações de contrainteligência doméstica. O WSJ relata também que a linha dura atacou navios para fortalecer o controle sobre o Estreito de Ormuz e levou ações para o Mar Vermelho, com ataques ligados aos rebeldes hutis e um bloqueio naval contra embarcações sauditas.
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