Pesquisa Ipsos aponta convergência entre eleitores de Lula e de Flávio sobre papel do Estado

Uma pesquisa Ipsos apresentada no programa Ponto de Vista, de VEJA, mostra que 47% dos entrevistados defendem um governo forte, com capacidade de investir no desenvolvimento e orientar o crescimento econômico. O levantamento destaca concordância em temas como custo de vida e serviços públicos, com respostas que aparecem em grupos que aprovam e também nos que desaprovam o governo.

Mesmo com polarização, eleitores cobram mais atuação do Estado

O professor Marco Antonio Rocha, do Instituto de Economia da Unicamp, afirmou que os dados mostram convergência que vai além das divisões tradicionais do debate político.

Ele disse que essa aproximação aparece com mais força quando os entrevistados falam de custo de vida, oferta de serviços públicos, defesa da economia nacional e desenvolvimento.

47% defendem governo forte; professor cita preços e desigualdade

O levantamento apontou que 47% dos entrevistados defendem um governo forte para investir no desenvolvimento de longo prazo e orientar o crescimento econômico.

Rocha relacionou essa visão à percepção de maior desigualdade e a um cenário internacional de incertezas que pode provocar choques de preços.

Ele afirmou que os resultados também indicam que a demanda por um Estado mais forte não fica necessariamente presa à identificação ideológica do eleitor.

Custo de vida ganha peso quando entram combustíveis e serviços

Rocha ligou a expectativa sobre o papel do Estado às preocupações econômicas do dia a dia, citando preços de combustíveis e de serviços públicos.

Segundo ele, o eleitorado passa a enxergar o Estado como alguém capaz de enfrentar incertezas econômicas e distorções percebidas pela população.

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