Javier Milei, presidente da Argentina, afirmou que a queda da natalidade no país tem relação com o movimento feminista e com a legalização do aborto. Ele disse isso durante um discurso em Buenos Aires e citou impactos na economia e no sistema previdenciário.
Milei diz que aborto legal e movimento “lencinhos verdes” custam caro à economia e ao INSS
Milei falou em uma conferência empresarial em Buenos Aires, nesta quinta-feira, 20.
Ele classificou a legalização do aborto como uma “loucura” que “está custando caro” e mencionou o impacto no sistema previdenciário.
Em discurso, presidente aponta “reposição da população” e cita taxa de fecundidade de 1,2 filho por mulher em 2024
Milei disse que a Argentina “não alcança uma taxa de crescimento populacional e de natalidade que permita a reposição da população”.
Ele também afirmou: “Portanto, essa paixão por matar crianças no ventre da mãe também está nos custando caro em termos de crescimento e nem vou falar do impacto sobre o sistema previdenciário”.
Um relatório de agosto do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apontou queda acelerada da fecundidade para 1,2 filho por mulher em 2024, abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1 filhos por mulher.
UNFPA cita fatores como falta de dinheiro, insegurança no emprego e dificuldades para cuidar dos filhos
Segundo o UNFPA, o declínio tem vários fatores e inclui limitações financeiras, insegurança no emprego, dificuldades de acesso à moradia e falta de opções para o cuidado dos filhos.
O órgão diz que isso aparece entre as principais razões para mais de 60% das pessoas terem tido menos filhos do que desejariam.
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