A Polícia Federal diz ter recuperado conversas e documentos do celular de Roberta Luchsinger após a quebra de seu sigilo telemático, com ordem do ministro André Mendonça, do STF. As investigações citam a atuação de Fábio Luis da Silva, o Lulinha, no governo do presidente Lula.
O material reunido nos inquéritos detalha mensagens sobre negociações no governo e a forma de atuação do grupo investigado.
Investigação mira grupo ligado a Lulinha e a negociações no governo
Roberta Luchsinger aparece nas apurações como lobista e como ex-parceira de negócios do Careca do INSS.
A PF afirma que ela mantinha uma sociedade oculta com o Lulinha e com o empresário Fernando Bittar para prospectar negócios e distribuir favores ligados à administração pública.
Conversas recuperadas citam contratos, Ministério da Saúde e canabidiol
Segundo a PF, parte das conversas sensíveis tinha sido apagada. Os policiais teriam recuperado os diálogos, um a um, a partir de áudios, mensagens de texto e documentos no celular.
Entre as mensagens citadas, aparece um recado sobre o Ministério da Saúde, no qual Roberta tenta colocar o Lulinha em uma articulação relacionada a medicamentos à base de canabidiol. Também surge a orientação sobre evitar expor Lulinha e a menção a uma confirmação sobre a atuação de “Berger”.
O material também traz uma sequência envolvendo rascunhos de documentos. Em 10 de maio de 2024, Roberta enviou ao então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, um rascunho de termo de referência para dispensa de licitação ligada a materiais derivados do canabidiol.
Data e alvos dos pedidos no governo aparecem em mensagens de 2024 e 2025
Nos inquéritos, a PF descreve que Lulinha e Roberta atuavam para regulamentar o uso de canabidiol no país.
As apurações também citam mensagens de janeiro de 2025 e o relato de pressões relacionadas a resultados e a dependência de intervenção atribuída ao Lulinha.
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