A China afirmou nesta sexta-feira (21) que sanções e pressões não vão encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração veio um dia depois dos EUA pedirem que aliados e a China ajudem a isolar o Irã do resto do mundo.
Pequim critica estratégia de isolamento e defende solução por vias políticas
O porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, disse em entrevista coletiva que “sanções e pressões” não são a solução para resolver o problema. Ele também afirmou que a China incentiva as partes envolvidas a adotarem medidas responsáveis.
Segundo Lin Jian, a saída deve passar por vias políticas e diplomáticas, de acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Trump e Scott Bessent pressionam por “desaparecimento econômico” e sem alianças
Na quinta-feira, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, disse que os aliados do país estão “conosco ou contra nós”. Ele afirmou que qualquer vínculo remanescente com Teerã vai apressar o “desaparecimento econômico”.
Trump não detalhou as medidas, mas escreveu em redes sociais que “qualquer país” que ajude o Irã por meio de instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais vai enfrentar “enormes consequências econômicas”. Ele também citou contrabando de petróleo, “linhas de swap” e transferências de dinheiro como ações que “precisa parar AGORA”.
Irã acusa EUA e pede fim da guerra com apoio em “posição de força”
Depois das declarações dos EUA, o Irã acusou os Estados Unidos de “terrorismo econômico” e de “crimes contra a humanidade”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse nesta sexta-feira que chegou a hora de encerrar a guerra no Oriente Médio.
Em reunião com médicos, ele afirmou que Teerã está em uma “posição de força” em relação a Washington e disse que “é melhor encerrarmos a guerra agora”.
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