Depois do fim do registro de candidaturas em 15 de agosto, várias corridas estaduais podem terminar ainda no 1º turno. Com isso, eleitores podem ter que sair de casa de novo no 2º turno para votar para presidente.
Segundo turno na prática pode virar tarefa extra para quem mora em grandes colégios eleitorais
O cenário aparece com força em São Paulo, Rio de Janeiro e nos três maiores do Nordeste: Bahia, Pernambuco e Ceará.
Levantamento feito com base em últimas sondagens estaduais indica que 57,6% dos brasileiros podem enfrentar o 2º turno para votar no candidato à Presidência da República.
São Paulo lidera: Tarcísio tem 50% e Haddad 33,8% na 1ª rodada, aponta Paraná Pesquisas
No estado mais populoso, a eleição para o governo pode ficar para o 1º turno. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 50% das intenções de voto contra 33,8% do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
No Nordeste, a situação também depende de como a disputa estadual termina. No Ceará, a briga tem 33% de intenções para Elmano de Freitas e 52% para Ciro Gomes, segundo o último Datafolha.
Na Bahia, ACM Neto aparece com 50,9% e Jerônimo Rodrigues (PT) com 40%, de acordo com o Paraná Pesquisas, e a disputa segue apertada.
Sem palanques estaduais no 2º turno, campanha pode ter de puxar mobilização onde venceu no voto
O texto aponta que, sem eleições locais no 2º turno, a mobilização de quem perdeu pode ficar difícil. A chance aumenta quando o engajamento vem de quem venceu nas urnas.
O cenário também destaca a abstenção do eleitor, que cresceu entre o 1º e o 2º turno em eleições presidenciais de 2002 a 2018, ficando perto de 20% nos últimos anos.
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