Scott Bessent anunciou nesta segunda-feira, 24, o “Dia D econômico” contra o Irã. O governo dos Estados Unidos vai mirar conexões financeiras do Irã e aplicar sanções a mais de 60 alvos no mundo.
Campanha mira conexões financeiras do Irã após quase seis meses de guerra
O secretário do Tesouro americano disse que a ação busca cortar as ligações que sustentam a economia iraniana. Ele citou uma comparação com o “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, com a ideia de atacar o inimigo e expulsá-lo de posições.
Bessent afirmou que os Estados Unidos vão lançar uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã ao redor do mundo.
Sanções incluem mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações; “vazamento zero”
Bessent declarou que Washington vai sancionar mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações em todo o mundo que permitem ao Irã desenvolver tecnologia nuclear e de mísseis.
Ele disse que o Tesouro vai “apertar o cerco” e adotar uma abordagem de “vazamento zero” para cortar receitas que financiam a economia iraniana.
O secretário também advertiu que países que permitirem que entidades “facilitem a lavagem de dinheiro em nome do Irã” serão “expulsos do sistema do dólar”. Bessent acrescentou que “a contagem regressiva já havia começado”.
Irã diz que apoio às sanções vira “ato de guerra” e ameaça bloquear exportação de petróleo
O Ministério das Relações Exteriores do Irã avisou que países que aderirem à “guerra econômica” dos Estados Unidos podem enfrentar “consequências”. O porta-voz Esmaeil Baqaei declarou que qualquer cumplicidade terá “suas próprias consequências”.
Mohsen Rezaei afirmou que o apoio a novas medidas econômicas dos Estados Unidos será considerado um “ato de guerra”. Ele escreveu no X que, se a guerra econômica continuar, “nem uma única gota de petróleo será exportada”, pelo Estreito de Ormuz ou por outros pontos do Golfo Pérsico.
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