Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo pelo PT, foi sabatinado por VEJA nesta terça-feira, 25, e ironizou uma “profecia” de Paulo Guedes sobre o Brasil “virar a Venezuela”. O ex-ministro também citou a Argentina governada por Javier Milei e falou em investimentos e “pente-fino” nos contratos públicos.
Haddad responde a “profecia” de Guedes e diz que há repetição de alarmes
Haddad criticou a comparação feita por Paulo Guedes em que o Brasil poderia mudar de rumo e “virar a Venezuela” se Lula vencesse as eleições presidenciais em 2022.
Na sabatina, Haddad afirmou que “estamos vivendo a mesma histeria” e disse que a situação ocorreu na eleição de 2002, se repetiu em 2022 e voltaria a acontecer pela terceira vez.
Declarações citam campanha de 2022, entrevista em 2021 e comparação com Argentina
Durante a campanha eleitoral de 2022, Haddad relatou que Guedes disse que em seis meses o Brasil viraria a Argentina e, em um ano, viraria a Venezuela.
Haddad também lembrou que, em março de 2021, Guedes fez a comparação no Primocast e mencionou “para virar a Argentina, seis meses” e “para virar Venezuela, um ano e meio”.
Depois, Haddad comparou o Brasil com a Argentina, dizendo que a Argentina tem desemprego e inflação, enquanto o Brasil teria “o menor índice de desemprego” e “a menor inflação acumulada em 4 anos”.
Haddad fala em contas públicas, “pente-fino” e herança do governo Bolsonaro
Haddad disse que existe “um trabalho a ser concluído do ponto de vista das contas públicas” e defendeu que o Brasil tem “um grande horizonte de desenvolvimento”.
Na sabatina, ele citou a necessidade de “pente-fino” nos contratos públicos e afirmou: “Nós superamos o pior, que foi a herança que herdamos do governo Bolsonaro”.
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