Eduardo Paes protocola defesa contra impugnação de Carlos Jordy no TRE-RJ e pede multa por má-fé

Eduardo Paes (PSD) apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a defesa contra a impugnação do registro de candidatura feita por Carlos Jordy (PL). O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (25) e a defesa também pede punição por “litigância de má-fé”.

Defesa de Paes mira impugnação de Jordy e pede punição por litigância de má-fé

Na contestação, os advogados de Paes chamam a iniciativa de “temerária, vergonhosa e lamentável”. Eles pedem que o adversário seja punido por “litigância de má-fé”.

A ação tenta impedir o registro da candidatura de Paes. A alegação é que o ex-prefeito do Rio teria coordenado uma estrutura de favorecimento político-eleitoral ligada a facções criminosas, milícias e contraventores.

Acusações citam TCP, Lucinha, Júnior da Lucinha e Comando Vermelho; defesa fala em 49 páginas e “fragmentos”

Jordy divide as acusações em três núcleos. Um deles envolve o Terceiro Comando Puro (TCP) e o deputado Val Ceasa (PRD).

Outro núcleo cita a deputada estadual Lucinha e o vereador Júnior da Lucinha (PSD), ligado à chamada milícia da Zona Oeste. O terceiro reúne contravenção, o Comando Vermelho, a família Drumond e agremiações carnavalescas.

Na contestação, a defesa diz que a ação tem 49 páginas e cria uma narrativa com “fragmentos descontextualizados” de reportagens, publicações em redes sociais e procedimentos criminais que envolvem terceiros.

Paes diz não ter condenação e pede rejeição das 20 diligências solicitadas por Jordy

A defesa afirma que Paes não tem condenação criminal. Ela também diz que não existe nos autos prova ou indício de que ele integre organização criminosa, milícia ou estrutura paramilitar.

Os advogados dizem que não dá para responsabilizar o candidato ao governo pelo PSD por atos de todos os candidatos da coligação. Eles citam 946 candidatos a deputado estadual e federal vinculados às legendas da aliança.

A contestação destaca ainda as 20 diligências pedidas por Jordy. A defesa diz que são uma “pescaria probatória” e pede que todos os 20 requerimentos sejam rejeitados, além de pedir multa por litigância de má-fé. O documento foi assinado por Gustavo da Rocha Schmidt, André Luiz Faria Miranda, Filipe O. Danan Saraiva e Marcio Alvim Trindade Braga e protocolado em 25 de agosto de 2026.

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