Uma avalanche no norte do Nepal, na fronteira com o Tibete chinês, matou pelo menos 270 pessoas e deixou pelo menos 1.300 desaparecidas. A polícia nepalesa e a imprensa estatal chinesa atualizaram o balanço na quinta-feira, 27.
Cheia engoliu casas e bloqueou rotas no caminho para o Tibete
A avalanche de quarta-feira no Himalaia provocou enchentes catastróficas que atingiram casas, estradas e pontes, na região da fronteira.
No lado do Tibete, um deslizamento de terra atingiu o Porto de Gyirong, bloqueou vias e causou um apagão nas telecomunicações. Também houve interrupção no fornecimento de energia na região.
Terremoto como gatilho e alerta para nova inundação
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, confirmou as suspeitas de que um terremoto provocou uma avalanche de gelo e rochas no Himalaia. A avalanche gerou uma cheia repentina no rio Lhende Khola, que atravessa Nepal e Tibete.
A agência estatal chinesa Xinhua informou que os danos em solo tibetano se ligam a um deslizamento no lado nepalês das montanhas. Autoridades no Nepal alertaram que pode acontecer uma segunda inundação, porque o rio Lhende Khola segue obstruído.
Resgate mobiliza helicópteros e Xi Jinping cobra busca por desaparecidos
Moradores de áreas baixas estão sendo transferidos para locais mais seguros. O Exército do Nepal anunciou a mobilização de 14 helicópteros e equipes de resgate, mas a Reuters informou que eles não conseguiram pousar nas áreas afetadas de Syapru Besi e Timure.
A CCTV relata que Xi Jinping disse que a prioridade é encontrar e resgatar os desaparecidos, além de atender feridos e reduzir o número de vítimas. A China enviou pelo menos 574 socorristas para a região do Porto de Gyirong.
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