Donald Trump anunciou na sexta-feira, 28, que os Estados Unidos fecharam “o maior acordo de petrolífero da história” e vão assumir o controle de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo da Venezuela. O anúncio envolve empresas privadas e já provocou questionamentos sobre legalidade e transparência.
Projeto prevê parceria para desenvolver 17 campos e aumentar produção
O plano cria uma parceria entre o governo americano, empresas privadas e o governo venezuelano para desenvolver 17 campos de petróleo.
A administração Trump diz que a iniciativa pode atrair cerca de US$ 100 bilhões em investimentos e ampliar a produção venezuelana, hoje limitada pela deterioração da infraestrutura e pela falta de investimentos.
Venezuela diz manter propriedade dos campos e faz recálculo do pagamento por barril
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no sábado que a Venezuela continua dona dos 17 “campos estratégicos” que os Estados Unidos vão controlar. Ela citou a meta de produzir 1,5 milhão de barris por dia.
No plano atual, a Venezuela receberia US$ 19 (R$ 98,79) por barril vendido. A Reuters informou nesta segunda-feira que especialistas em energia e advogados questionam a legalidade e a execução do acordo e pedem divulgação dos contratos.
O texto também diz que a negociação não passou por processo competitivo. A etapa teria ocorrido ao mesmo tempo em que a Venezuela reformou sua legislação petrolífera.
Produção pode subir, mas detalhes do impacto seguem sem números fechados
Com reformas sob pressão de Washington, Rodríguez abriu petróleo e mineração ao capital privado, inclusive com investimento estrangeiro.
A reportagem cita que a produção de petróleo subiu 29,8% de janeiro a julho, quando a Venezuela chegou a 1,2 milhão de barris por dia. Também aponta que, antes de produzir, parte dos campos exige investimentos altos e enfrenta falta de infraestrutura e de fornecimento de energia em alguns casos.
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