O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse nesta segunda-feira, 31, que há indícios de que Rússia e Israel tenham espalhado desinformação sobre a política migratória espanhola. Ele ligou esse conteúdo à migração em massa para o território de Ceuta no mês passado.
SEAE aponta redes russas e israelenses por trás de boatos que estimularam a travessia
Sánchez afirmou que uma análise feita pelo Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) encontrou redes russas e israelenses envolvidas na propagação de informações falsas sobre migração para a Espanha nas redes sociais. Segundo ele, esses boatos circularam junto a grupos de extrema direita.
O conteúdo dizia que migrantes que chegassem a Ceuta pelo mar teriam o direito de ficar no país europeu. Sánchez disse que isso incentivou milhares de pessoas a tentar a travessia.
Sánchez nega participação de Marrocos e responde a Israel e Rússia
O primeiro-ministro declarou que não houve envolvimento do governo de Marrocos na crise migratória. Ele também negou participação de autoridades marroquinas em falas sobre o assunto, em entrevista à rádio SER.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, respondeu com uma publicação no X. Ele disse que Sánchez estava “mentindo descaradamente” ao acusar Israel de divulgar informações falsas sobre Ceuta.
O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, também negou ligação de Moscou com a crise migratória em Ceuta.
Governo vai liberar mais 168 milhões de euros para a economia de Ceuta
Sánchez disse que o governo vai destinar mais 168 milhões de euros em fundos de emergência para reativar a economia de Ceuta. Ele citou que esse valor equivale a 8% do produto interno bruto do enclave.
Ele lembrou ainda que a Espanha já tinha prometido 180 milhões de euros na semana passada.
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