Um estudo feito com as ferramentas Brandwatch e Fanpage Karma aponta “anomalias” no aumento do Instagram de Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante. O levantamento cita possíveis estratégias de marketing de influência, incluindo manipulação artificial de seguidores, engajamento e até mecanismos de busca.
Pesquisa usa Brandwatch e Fanpage Karma para comparar crescimento e repercussão do candidato
O estudo foi montado a partir de dados coletados por Brandwatch e Fanpage Karma. A análise também usa a extração direta de comentários dos perfis de Augusto Cury.
A comparação inclui o desempenho do candidato com outras figuras nacionais e internacionais. O trabalho olha crescimento de seguidores, volume de publicações, repercussão nas redes e na imprensa, padrões de comentários no Instagram, análise do Google Trends e atuação de influenciadores.
Picos no Instagram em 24 e 72 horas batem “salto” de 1,6 milhão e contradizem menções na imprensa
O candidato teve o maior salto diário entre os principais concorrentes, segundo o estudo. Foram 1,6 milhão, contra 678. 000 de Lula e 240. 000 de Flávio Bolsonaro.
O estudo diz que, no mesmo dia em que Cury ganhou 1,6 milhão de seguidores, ele foi o candidato menos mencionado na imprensa e nas redes. No mar aberto em 26 de agosto, dia do salto, aparecem 367. 000 para Lula, 239. 100 para Flávio, 73. 200 para Renan Santos, 57. 400 para Ronaldo Caiado, 26. 200 para Romeu Zema e 16. 700 para Augusto Cury.
O levantamento também cita desempenho no Instagram em relação a nomes internacionais. Foram 1,6 milhão em 24 horas e 2,4 milhões em 72 horas, números que o estudo compara com Donald Trump (1,4 milhão em janeiro de 2026), Neymar (1,3 milhão após jogo da Copa do Mundo de 2022 contra a Croácia) e Anitta (631. 000 em fevereiro de 2019, por parceria com Snoop Dogg).
Candidato diz que compra de seguidores é “absurda” e nega influenciadores pagos
Em entrevista ao Veja Em Foco na segunda-feira, 31, Augusto Cury classificou como “absurda” a ideia de compra de seguidores nas redes. Ele afirmou que seu histórico e sua trajetória não combinam com esse tipo de atitude.
O candidato disse que o crescimento nas redes teria sido espontâneo e atribuiu a mobilização a pessoas que se identificaram com sua mensagem. Ele também negou ter recorrido a influenciadores pagos e disse: “Na verdade, foi um movimento incontrolável”.
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