O TRE-RJ barrou, nesta terça-feira (01), o registro de Val Ceasa (PRD). A decisão do tribunal mexe no andamento de outras seis candidaturas no Rio que também foram contestadas pelo Ministério Público Eleitoral.
Barra de Val Ceasa mexe com outras seis candidaturas contestadas no Rio
O MPE entrou com ações para impedir os registros de candidaturas. O órgão apontou supostas ligações dos políticos com o tráfico, o jogo do bicho ou a milícia.
No caso de Val Ceasa, o MPE citou ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). A discussão usa como base a jurisprudência para combater a influência do crime organizado no processo eleitoral.
MPE cita TCP, “universo da contravenção” e vínculos com o Comando Vermelho
Além de Val Ceasa, o MPE contestou João Drummond (PRD). O argumento citou ligação dele com o “universo da contravenção”.
A lista também inclui Mariana de Souza (PP), candidata a deputada federal. O MPE diz que ela tem “vínculos profundos com o alto escalão do Comando Vermelho (CV)” e aponta risco de infiltração do crime organizado na política.
A ação ainda cita Júnior da Lucinha (PSD), Diego Alba (PSDB), Renato Machado (PT) e Clébio Jacaré (União Brasil). O calendário eleitoral prevê análise dos registros até 14 de setembro.
Acórdão deve sair e tribunal julga até 14 de setembro
No caso de Val Ceasa, o texto destaca que o tribunal barrou a candidatura sem condenação, sem denúncia e sem condenação citada. Um dos advogados eleitorais disse que espera a publicação do acórdão para entender o que foi decidido.
A relatora, desembargadora Tathiana de Carvalho Costa, apontou um “conjunto de indícios” para ligar a candidatura à atuação atribuída à facção. O colegiado acompanhou o resultado por unanimidade.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.