A Chevron anunciou um investimento de mais de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) para ampliar as operações na Venezuela e chegar a cerca de 600 mil barris de petróleo por dia nos próximos cinco anos.
A empresa detalhou que a decisão saiu poucas horas antes do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, concluir um acordo em Caracas com Delcy Rodríguez.
Investimento da Chevron entra no mesmo dia de acordo entre EUA e governo interino da Venezuela
Segundo a Chevron, a ampliação das operações na Venezuela mira um salto de produção para cerca de 600 mil barris por dia ao longo de cinco anos.
A companhia anunciou a medida poucas horas antes de Chris Wright finalizar em Caracas um acordo com o governo da presidente interina Delcy Rodríguez sobre a participação dos Estados Unidos na exploração de 65 bilhões de barris de petróleo, equivalente a 20% das reservas venezuelanas.
Chris Wright fecha acordo em Caracas e Chevron fala em concessões na Faixa do Orinoco
A Chevron disse que os novos acordos incluem concessões na Faixa do Orinoco e mudanças nas condições legais, fiscais e comerciais para seus projetos no país.
A empresa também informou que a Petroindependencia, em que a Chevron tem 49%, recebeu autorização para explorar dois campos de petróleo: Carabobo 1 e Carabobo 2 Sur-A.
Mike Wirth, CEO da Chevron, afirmou que o portfólio reforça o fornecimento de petróleo e que Wright ajudou a facilitar as condições para um maior investimento e um crescimento mais robusto das operações na Venezuela.
Contrato prevê exploração de 17 campos e metas de 1,5 milhão de barris por dia
A Assembleia Nacional da Venezuela declarou apoio ao acordo petrolífero em votação na terça-feira, 1º de setembro, com parceria entre governo americano, empresas privadas e o governo venezuelano para desenvolver 17 campos de petróleo.
Delcy Rodríguez disse no sábado que a Venezuela mantém a propriedade dos 17 “campos estratégicos” que os Estados Unidos controlarão, com objetivo de produzir 1,5 milhão de barris por dia, e que a Venezuela receberá US$ 19 (R$ 98,79) por barril vendido.
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