Donald Trump prometeu pagar US$ 5 mil a cada cidadão americano adulto se o Partido Republicano mantiver maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. A proposta, chamada por ele de “dividendo Trump”, levanta debate sobre se seria ilegal e inconstitucional.
Promessa de “dividendo Trump” mira midterms e pode mexer no bolso e na política
Trump fez a promessa em um discurso em um comício na noite de quarta-feira 9. Ele disse que o dinheiro precisa ser gasto dentro dos Estados Unidos e não deu outros detalhes.
As declarações vêm num momento em que pesquisas apontam chance de a oposição democrata ganhar o controle da Câmara dos Deputados. Em alguns cenários, o Senado também ficaria com a oposição nas chamadas midterms.
O que Trump disse e os valores citados, com custo potencial acima de US$ 1 trilhão
Trump afirmou que o pagamento seria de US$ 5 mil por adulto americano. Na cotação atual, o texto coloca “mais de R$ 25,5 mil”.
O vice-presidente americano, J.D. Vance, defendeu a ideia em entrevista à Fox News. Ele sugeriu que o financiamento pode vir dos tarifaços impostos pelo governo.
O custo potencial citado no texto passa de US$ 1 trilhão, ou mais de R$ 5 trilhões. O artigo também diz que especialistas lembram leis federais contra gastos para influenciar decisões eleitorais.
Congressso decide gastos, e especialistas citam caso Brown v. Hartlage
O texto afirma que Trump dificilmente colocaria o “dividendo” em vigor sozinho por decreto. A Constituição dos Estados Unidos diz que o Congresso tem autoridade exclusiva sobre os gastos do governo.
O artigo menciona uma decisão de 1982 da Suprema Corte no caso Brown v. Hartlage. A matéria também lembra que o Congresso já aprovou antes um pagamento chamado “dividendo dos guerreiros”, e que recursos vieram de fundos para melhorias habitacionais.
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