O TRE-RJ determinou a suspensão imediata do impulsionamento pago de quatro anúncios digitais da campanha de Eduardo Paes (PSD). A decisão atende a um pedido da coligação de Douglas Ruas (PL) e envolve anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram.
Justiça Eleitoral exige parar impulsionamento de peças patrocinadas por Meta
O tribunal deu prazo de 24 horas para que Eduardo Paes e a empresa Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram, interrompam a veiculação patrocinada das peças. Se houver descumprimento, a campanha de Paes pode receber multa diária de R$ 10 mil.
Pedido da coligação cita vídeo com críticas e acusações ligadas a segurança pública
A ação disse que a campanha usou impulsionamento pago para patrocinar anúncios sobre segurança pública com expressões que associavam opositores ao crime organizado. No vídeo, os opositores foram acusados de mentir e de “desmantelar as polícias”.
O juiz citou que a legislação eleitoral permite impulsionamento só para promover campanhas. A Justiça afirmou que a regra não impede críticas políticas, mas disse que o impulsionamento pago pode criar desequilíbrio na disputa.
Prazo para defesa e etapa com Ministério Público antes do julgamento
Além de mandar encerrar o impulsionamento dos links apontados, a decisão concedeu prazo de dois dias para apresentação de defesa por parte de Paes.
O processo segue para manifestação do Ministério Público Eleitoral antes do julgamento de mérito pelo tribunal.
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