Cilia Flores pede prisão domiciliar nos EUA por problemas cardíacos

Cilia Flores, esposa do presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro, pediu à Justiça dos Estados Unidos autorização para sair da prisão federal em Nova York e aguardar o julgamento em regime domiciliar por problemas cardíacos. O pedido foi feito na quarta-feira 9.

Pedido é ligado a tratamento médico em prisão nos EUA

Segundo o advogado Mark Donnelly, Flores, de 69 anos, estava fisicamente saudável antes de ser levada à força para os Estados Unidos. A defesa afirma que ela não tomava medicamentos de forma contínua, exceto por uma injeção mensal.

Após mais de oito meses encarcerada, Flores passou a tomar quatro remédios e passou a ter um quadro cardíaco. A defesa diz que o caso exige exames das artérias coronárias e uma intervenção médica.

Advogados pedem tornozeleira eletrônica e entrega do passaporte

A defesa do casal diz que a prisão não oferece as condições necessárias para o atendimento médico adequado. Como alternativa, os advogados pediram que Flores cumpra prisão domiciliar nos Estados Unidos.

Entre as regras propostas, os advogados mencionaram vigilância armada durante 24 horas, monitoramento por tornozeleira eletrônica e entrega do passaporte às autoridades.

Flores é descrita como uma figura influente do chavismo e atua como advogada. Ela foi deputada, presidiu a Assembleia Nacional entre 2006 e 2011, e depois assumiu outras funções no Estado. A defesa também cita que ela mantém uma relação com Maduro desde a década de 1990 e que eles se casaram em 2013.

Casal aguarda julgamento marcado para 1º de junho de 2027

Flores e Maduro estão detidos em uma prisão no Brooklyn desde a operação militar dos Estados Unidos. Eles aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações, incluindo “narcoterrorismo” e conspiração para importar cocaína.

O julgamento do casal está marcado para começar em 1º de junho de 2027, segundo decisão de um tribunal federal de Nova York anunciada no fim de julho. Desde a primeira audiência, Maduro sustenta que foi “sequestrado” e diz ser “prisioneiro de guerra”.

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