Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula 47% e Flávio 46% no empate técnico; Nexus aponta abstenção

A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno pode ficar decidida pela abstenção, diz Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. Ele aponta que a campanha que conseguir levar mais eleitores às urnas pode ganhar vantagem na reta final.

Abstenção vira ponto central na corrida vista como “bastante imprevisível”, diz Marcelo Tokarski

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirmou que a eleição presidencial pode ser definida por quem levar o próprio eleitor para votar no segundo turno. Ele citou a abstenção como um fator que pode pesar em uma disputa que chamou de “bastante imprevisível”.

Tokarski disse que a mobilização dos eleitores pode funcionar como “o definidor dessa balança tão apertada”, em uma avaliação apresentada no programa Ponto de Vista, com Laísa Dall’Agnol.

BTG/Nexus: Lula vai de 42% a 47% e Flávio vai de 37% a 46%, com empate técnico

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda, 14, mostra Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio. Em uma eventual disputa direta, a distância praticamente desaparece, com Lula em 47% e Flávio em 46%, configurando empate técnico.

O levantamento entrevistou 2.003 eleitores entre 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.

Tokarski também relatou que houve reforço da polarização à medida que a eleição se aproxima, com eleitorado de Augusto Cury migrando para Lula e Flávio. Ele mencionou ainda que nomes da chamada terceira via somavam 21% ou 22% duas semanas antes e passaram para 15%.

Reta final: campanha precisa mobilizar e risco de abstenção maior recai sobre o eleitorado de baixa renda

Tokarski disse que candidatos que lideram pesquisas tendem a ter mais presença entre eleitores de baixa renda e baixa escolaridade, que comparecem menos às urnas. Ele afirmou que esse quadro pode criar um risco particular para a campanha do Lula, com abstenção maior do que a abstenção entre os eleitores do Flávio.

Ele destacou que, mesmo com disputas estaduais encerradas no primeiro turno em vários estados, não dá para concluir automaticamente aumento de abstenção. Para ele, o ponto central nas próximas três semanas, no segundo turno, será a capacidade de mobilização de cada um dos candidatos líderes.

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