O STF passou cinco horas em uma sessão sobre suspeição envolvendo o juiz Alexandre de Moraes e não avançou na decisão sobre permitir a investigação. A ministra Cármen Lúcia encerrou o dia dizendo que pediu desculpas ao povo brasileiro.
STF gastou cinco horas e não destravou decisão sobre investigar Alexandre de Moraes
A reunião de juízes tinha como objetivo traçar uma rota de saída para a crise de confiança no STF.
O começo do debate seria a decisão sobre a permissão de investigação do juiz Alexandre de Moraes.
Aliados de Moraes travaram a pauta e prioridade ficou com o julgamento de André Mendonça
Alexandre de Moraes está sob suspeita de ter atuado em um contrato milionário da banca de advocacia da família com Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, que está preso por trapaças financeiras em série.
Durante a sessão, os juízes Gilmar Mendes, Flavio Dino e Cristiano Zanin se revezaram em manobra de obstrução, para impedir a decisão do plenário sobre investigar Moraes.
A prioridade do julgamento ficou para o juiz André Mendonça, que era relator do caso Master até à semana passada, quando pediu decisão colegiada sobre Moraes.
Cármen Lúcia pediu desculpas e Fachin foi citado em novo pedido de vista
Flavio Dino fez um pedido de vista para uma análise particular que pode durar até 90 dias. Ele apontou o presidente do tribunal, Edson Fachin, e disse que o clima para piorar.
Cármen Lúcia afirmou que o Supremo provocou mal-estar cívico e pediu desculpas por não ajudar a resolver as questões de forma mais ágil. Ela disse: “Eu me encontro em estado de profunda consternação e tristeza”.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.