Uma missão de investigação da ONU afirmou que encontrou “motivos razoáveis” para concluir que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques contra o Irã em fevereiro. O relatório também cita violações atribuídas a autoridades iranianas na repressão a protestos antigovernamentais.
Relatório vai ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra
A missão da ONU divulgou a conclusão na quinta-feira, 17. O documento será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.
O relatório avaliou a atuação dos EUA desde o início da guerra em 28 de fevereiro. A investigação incluiu os ataques apontados contra locais civis no sul do Irã.
Bombardeio em escola matou 155 pessoas e deixou 22 civis feridos ou mortos em centro esportivo
A missão disse que as forças dos EUA responderam por um ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do Irã. O bombardeio matou 155 pessoas, incluindo 120 crianças, segundo o balanço das autoridades locais.
O documento relata que a escola era um alvo civil claramente identificável. Também diz que não encontrou evidências de uso do local para fins militares, e afirma que os EUA não verificaram adequadamente a informação usada para o ataque.
A missão também concluiu que houve outro ataque americano contra um centro esportivo em Lamerd. O relatório diz que a ofensiva atingiu construções residenciais e uma escola perto do local, matando ou ferindo 22 civis.
ONU também atribui crimes contra a humanidade à repressão no Irã desde dezembro
O documento concluiu que autoridades iranianas cometeram crimes contra a humanidade durante a repressão a protestos antigovernamentais. Segundo a ONU, as manifestações deixaram centenas de mortos desde dezembro do ano passado.
A missão responsabiliza o governo iraniano por assassinatos, tortura, prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e restrições severas à liberdade de expressão.
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