Um estudo do CCRD aponta que cerca de 66% dos habitantes de Cuba vivem em situação de pobreza, o que afeta a maioria da população. A pesquisa destaca que o aumento acontece em meio a uma crise econômica, intensificada por sanções dos Estados Unidos.
Pesquisa do CCRD marca “primeira vez em 60 anos” com pobreza na maioria
O levantamento do Centro Cristão de Reflexão e Diálogo (CCRD) diz que a pobreza passou a atingir a maioria da população de Cuba. O estudo coloca o número em cerca de 66% dos habitantes do país.
O CCRD também relaciona o cenário ao custo maior dos alimentos e à crise na ilha. O texto cita sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos como parte do contexto.
De 45% em 2025 para 66%: dados citam 6,4 milhões e custo da cesta
Os dados atualizam uma estimativa feita em meados de 2025, que apontava pobreza de 45%. A pesquisa indica que o novo percentual acompanha um aumento no custo da cesta básica de alimentos desde o final do ano passado.
Segundo o estudo, aproximadamente 6,4 milhões de pessoas vivem em condição de pobreza econômica em Cuba. A instituição diz que a renda média não cobre custos de necessidades básicas e alimentação.
No país, o artigo informa que o salário médio mensal beira os 7.000 pesos, o equivalente a aproximadamente 51,5 reais. O economista cubano Omar Everleny Pérez estima em 191 reais o custo de uma cesta alimentar representativa para uma pessoa.
Levantamento considera população de 9,7 milhões e coordenação cita possível variação
Para o levantamento, o instituto considerou uma população de 9,7 milhões de habitantes. O texto afirma que esse valor fica acima dos 9,4 milhões registrados no número oficial do país.
A socióloga Mayra Espina, coordenadora da pesquisa, disse à agência AFP que a porcentagem encontrada pode variar para mais ou para menos. Ela afirmou que, de qualquer forma, o estudo mostra que o problema da pobreza está se expandindo em Cuba.
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