O Irã comunicou aos Estados Unidos as condições para reabrir o Estreito de Ormuz neste domingo, 20. A negociação envolve uma rota estratégica afetada pela guerra no Oriente Médio.
Ormuz volta ao centro das exigências entre Irã e Estados Unidos
O Estreito de Ormuz é uma rota usada no comércio internacional. Durante a guerra no Oriente Médio, ele virou o principal ponto de divergência.
Desde o início do conflito, o Irã bloqueia o tráfego no canal. Antes da guerra, passavam por ali 20% do petróleo e do gás do planeta.
Ghalibaf cita recados por mediadores e Rezaei diz que Catar levou as exigências
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador, disse que as mensagens e a explicação das condições foram transmitidas “de forma clara à outra parte” por mediadores.
No sábado, o general Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmou que o Catar, que atua como mediador, transmitiu as condições.
As exigências citadas por Rezaei incluem o fim da guerra em todos os fronts, o desbloqueio de fundos congelados e a suspensão do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.
Sem cumprir exigências, Irã diz que não dá para voltar ao cenário anterior
O representante iraniano declarou que, enquanto as condições não forem atendidas e os compromissos dos Estados Unidos não forem respeitados, será impossível voltar à situação anterior às negociações e à abertura do Estreito de Ormuz.
Até agora, o Irã mantém o bloqueio no canal, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos.
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