Augusto Cury condiciona impeachment de ministros do STF a prova de corrupção

Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, disse no programa Veja em Foco que ministros do STF devem sofrer impeachment se houver comprovação de corrupção. A fala foi feita durante uma sabatina com Marcela Rahal e citou mudanças nas regras de escolha e permanência dos ministros.

Candidato do Avante defende impeachment só com prova e diz que ministro presta contas ao “contribuinte”

Cury foi perguntado sobre a crise no STF e sobre a defesa de impeachment de ministros. Ele condicionou a medida à comprovação de irregularidades.

“Se se corrompeu e provou, tem de ser impichado mesmo”, afirmou. Depois, disse que qualquer ministro do Supremo deve prestar contas à sociedade, chamando o “contribuinte” de patrão.

Cury critica protagonismo do STF e quer trocar vitaliciedade por mandatos de oito anos

Na sabatina, Cury criticou o protagonismo que atribui à Corte no debate político. Ele afirmou que o país deveria focar em temas como falta de regularização de imóveis, situação das comunidades e educação.

Sobre a permanência dos ministros, Cury disse que pretende “provocar o Congresso” para alterar a Constituição e acabar com a vitaliciedade. A proposta apresentada é de mandatos de oito anos, sem possibilidade de recondução.

Ele também defendeu mudanças na escolha dos ministros: dois terços seriam juízes de carreira, dois ou três viriam do Ministério Público e um seria advogado, de preferência. Cury disse ainda que as categorias deveriam participar da formação de uma lista tríplice para as indicações, para reduzir a interferência direta do presidente da República.

Candidato também fala em lista tríplice para a Polícia Federal e em STF mais “discreto”

Cury disse que mudaria o processo de escolha do comando da Polícia Federal. Segundo ele, delegados de classe especial fariam uma lista tríplice e o presidente escolheria um nome entre os indicados.

Ele afirmou que o equilíbrio entre os Poderes é essencial para a democracia e disse que o STF deveria ter uma atuação mais discreta. Cury declarou ainda que é contra a reeleição e defendeu limitar a permanência de presidentes no cargo.

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