As Nações Unidas atualizaram nesta sexta-feira, 25, a lista de empresas ligadas a assentamentos israelenses em território palestino, considerados ilegais pelo direito internacional. O documento agora reúne 214 companhias.
ONU amplia base sobre empresas ligadas a assentamentos em território palestino
A atualização foi feita pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. A entidade diz que as empresas precisam cumprir responsabilidades em direitos humanos.
Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que o relatório lembra mais uma vez às empresas sobre essas responsabilidades.
Lista traz Airbnb, Booking, Expedia, Motorola e TripAdvisor; cinco saíram da base
A base inclui empresas como Airbnb, Booking, Expedia, Motorola e TripAdvisor. A ONU informou que cinco companhias foram retiradas em relação ao ano passado.
Segundo a ONU, saíram uma israelense, duas espanholas, uma canadense e uma portuguesa. O documento destaca que a maioria das 214 companhias é israelense.
O relatório também reforça que as empresas devem agir com a devida diligência para não se envolver em violações ou abusos dos direitos humanos.
Resolução de 2016 pede base de dados e Israel critica o mecanismo em Genebra
A iniciativa da lista surgiu de uma resolução do Conselho de Direitos Humanos, aprovada em março de 2016. A resolução pediu uma base de dados com todas as empresas envolvidas em atividades ligadas à construção e ao desenvolvimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
Em comunicado enviado à AFP, a representação de Israel junto à ONU em Genebra denunciou a base de dados e disse que esse mecanismo foi criado com o único propósito de perseguir o Estado judeu.
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