SP assina acordo com Xangai para ampliar moradias com construção modular e eficiência energética

O governo de São Paulo firmou um memorando com a Comissão Municipal de Habitação de Xangai para estudos sobre moradias com mais eficiência energética e construção industrializada. O secretário da SDUH, Marcelo Branco, assinou o documento durante viagem à China.

Acordo entre SDUH e Xangai mira cooperação para projetos habitacionais

O memorando de entendimento foi fechado entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) e a Comissão Municipal de Habitação e Administração da Construção Urbana e Rural de Xangai. O órgão chinês trata de temas ligados à habitação, ao desenvolvimento urbano e rural e à gestão urbana do município.

A parceria prevê estudos e troca de conhecimento entre Brasil e China sobre edificações verdes, eficiência energética e sistemas construtivos industrializados, incluindo construção modular ou pré-fabricada.

Assinatura de Marcelo Branco e foco em tecnologias para a política habitacional paulista

O documento foi assinado por Marcelo Branco na sede do órgão chinês, durante viagem de representantes da SDUH para a China. A viagem aconteceu com o objetivo de criar parcerias e conhecer diretrizes habitacionais e urbanas do país.

O acordo tem validade de três anos. A SDUH informou que vai cooperar para a troca de conhecimentos, experiências e boas práticas e para a avaliação de soluções e tecnologias para o aprimoramento da política habitacional do Estado de São Paulo.

Durante a reunião, a delegação também viu estratégias de Xangai para provisão de moradias, velocidade de construção e promoção de políticas públicas. Um exemplo citado foi o modelo de propriedade compartilhada, chamado “shared-ownership housing” ou “co-owned housing”.

Modelo de propriedade compartilhada prevê divisão de direitos e opção de compra após 5 anos

No “shared-ownership housing”, comprador e governo dividem a proporção dos direitos de propriedade. O comprador fica com cerca de 60%.

Com essa divisão, a entrada e o financiamento tendem a ficar mais baixos que os valores de mercado, e as prestações ficam viáveis às famílias. Se a família quiser comprar a parte do Governo, cinco anos depois da aquisição, ela pode fazer o trâmite.

“Achamos muito esclarecedoras as informações trazidas sobre os modelos de atendimento e as experiências exitosas. Estamos buscando novos modelos de funding para conseguir vencer o déficit. Conhecemos o modelo aplicado aqui na China e podemos, a partir disso, estudar a viabilidade de aplicar solução diferente no nosso contexto”, explicou Branco.

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