Silas Malafaia e mais 13 lideranças evangélicas divulgaram uma nota em defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após uma polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. O grupo diz que a informação sobre retirada do título de Padroeira do Brasil é falsa e acusa Lula e aliados de usar o tema para gerar disputa religiosa.
Nota do CIMEB mira acusação sobre Padroeira do Brasil
A manifestação foi divulgada pelo Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB). O órgão afirma reunir mais de 10. 000 pastores de diferentes denominações.
No documento, o grupo diz que evangélicos e católicos vivem em paz. Os pastores também negam que líderes evangélicos tentem cancelar feriados ou cultos de outras religiões.
CIMEB diz que Lula usou episódio e cita histórico da proposta em 2007
Segundo a nota, a informação que circulou nas redes sociais fala em retirar o título de Padroeira do Brasil caso Flávio seja eleito. O documento classifica essa informação como falsa e acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de explorar o episódio.
O texto também lembra que uma proposta de mudar o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil foi apresentada em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivada em 2008. A nota diz que não há registro de proposta de Flávio com esse objetivo e afirma que o candidato negou a informação.
O episódio ganhou força depois de associações feitas em publicações nas redes. Os pastores ainda citam uma fala de Flávio em agosto, em que ele disse que, se eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Decisões no TSE e no STF envolveram remoção de posts
A disputa chegou à Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que tratavam a informação como verdadeira.
Depois disso, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão em relação a uma publicação específica do humorista Antonio Tabet, com o entendimento de que a remoção não estava suficientemente justificada.
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