Espanha trava despejos até 2030 e renova contratos de aluguel após protestos

O governo da Espanha anunciou nesta terça-feira, 29, a paralisação de despejos até 2030 e a renovação automática de contratos de aluguel. As medidas entram em votação no Parlamento e respondem a uma crise habitacional que levou a protestos em várias cidades.

Medidas entram em dois projetos de lei por causa de falta de maioria no Parlamento

A ministra da Saúde, Mónica García, anunciou as duas ações após negociações dentro da coalizão governista.

Os textos vão para dois projetos de lei separados e serão votados no Parlamento. O governo liderado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez não tem maioria no local.

Plenária extra na sexta-feira discute medidas e proposta contra fundos abutres

O Congresso vai fazer uma sessão plenária extraordinária na sexta-feira para debater as medidas, segundo a imprensa espanhola.

Entre os planos, o governo quer implementar uma “proibição à compra de imóveis por fundos abutres”. A ministra também citou fundos de investimento e plataformas de aluguel de curta duração para turistas, como o Airbnb, como alvos de protestos.

Os protestos ganharam força após o despejo de uma senhora de 87 anos, que vivia há sete décadas na mesma casa. Segundo o Sindicato de Inquilinos de Madri, a empresa proprietária aumentou o aluguel mensal em 275%, para 2.650 euros (R$ 15,7 mil), e a imagem dela sendo retirada do apartamento em uma maca causou indignação na Espanha.

Puerta del Sol tem ocupação desde sábado e há prazo de 48 horas para retirar acampamento

Desde sábado 26, centenas de manifestantes e ativistas ocupam a Puerta del Sol, em Madri, para denunciar a crise habitacional e pedir mais proteção aos inquilinos.

Na capital, as autoridades regionais deram à Delegação do Governo um prazo máximo de 48 horas para desmantelar o acampamento “ilegal” em Puerta del Sol.

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